Motley Crue e o álbum Rock Balboa

Girls, Girls, Girls (1987)

Por Lucas Tavares


ARTISTA:
Mötley Crüe
PRODUÇÃO: Tom Werman
GÊNERO: Hard Rock, Glam Metal
DURAÇÃO: 39:55
SELO: Elektra Records
LANÇAMENTO: 15 de maio de 1987

Álbum de Rock repetitivo e exaustivo. Serve, tão somente, para correr uma maratona ou enfrentar uma grande luta, e nada mais que isso. O álbum que melhor representa o rock dos anos 80.

Queria ressaltar, antes da crítica, que nada aqui é para ser profissional ou jornalístico. Meu papel é falar o que achei, como ouvinte e músico.


Capa do álbum: Girls, Girls, Girls - Motley Crüe

Guitarras crunchadas no estilo setentista, com um alto apelo à ação, envolvendo a era das gangues nova iorquinas com os best-sellers alá Rocky e Curtindo a Vida Adoidado, estilos diferentes que envolvem o mesmo sentimento de luta pela sobrevivência ou liberdade.

O álbum é de 1987, e bem repetitivo. A guitarra tem o crunch, que é quando você deixa o Gain no médio, aumentando o middle, mas não tanto. Esse efeito ficou muito famoso nos anos 70 ou 80, junto com uma batera atacando o bumbo, e uma voz rasgada um tanto feminina. O estilo da banda é aquele chamativo, propondo uma quebra dos padrões masculinos e referenciando novos estilos culturais, no barco contra cultural de 1968, em que a cultura de fato mostrou seu poder mutacional e inovador. Nona é uma baladinha, que utiliza o violão ao invés da guitarra elétrica, uma música de transição ao side two, mas que não sai do padrão: dedilhado repetitivo junto com a letra. Já em Five Years Dead, faixa seguinte, tudo volta ao normal.

Quando você ouve de primeira fica: cara, que álbum massa, e fica o dia todo com um gás, os riffs na mente. É um álbum para acordar, mas é mais do mesmo todas as músicas: riffs novos a cada música, mesmo estilo, não há mudança: é trilha de um filme de superação ou adolescente.

A capa do álbum reflete bem o álbum: ouve dirigindo uma moto em alta velocidade, ou entrando em um bar estando vestido de motoqueiro, com aquelas roupas de couro típicas. O álbum é a expressão da estereotipação clássica do roqueiro padrão, marca dos anos 70 e 80.

Ponho nota 5: músicas maneiras, que despertam um gás para fazer algo, mas que, se ouvir mais de uma vez acha um saco. 

É daqueles álbuns para ouvir uma vez na vida ou, algumas músicas, às vezes quando quer malhar ou sei lá. É bem repetitivo, mas não uma repetição inovadora como o estilo Gilmour de ser, este que será tema de novas críticas - de antemão, os solos do Gilmour, em maioria, são com Echo e delay na pentatônica, mas cada um se mostra mais perfeito que o outro, a letra,  estilo, tudo muda: compara Poles Apart com Coming Back to Life, mesmo álbum, mesmo som da guitarra, mesma pentatônica, mas tudo diferente e inovador.




Comentários

Destaques