De Volta para o Futuro com uma Lição de Coragem
De Volta para o Futuro (1985) (Back to the Future)
Por Lucas
Tavares
DIREÇÃO: Robert Zemeckis
ELENCO: Michael J. Fox, Christopher Lloyd, Lea Thompson, Crispin Glover, Thomas F. Wilson
ROTEIRO: Robert Zemeckis, Bob Gale
PRODUÇÃO: Neil Canton, Bob Gale
MÚSICA: Alan Silvestri
FOTOGRAFIA: Dean Cundey
MONTAGEM: Arthur Schmidt, Harry Keramidas
DIREÇÃO DE ARTE: Lawrence G. Paull
Nota: 9
Acabo de
assistir a esse filme e, pelo entusiasmo, queria só imaginar as pessoas em 1985
vendo essa perfeição.
Para além de
ser um clássico para o senso comum pela nostalgia e por representar a década de
80, ele possui uma forte lição de moral: que, talvez, só o que precisamos é de
um "Você Consegue", ou um "Não sinta medo, mas faça".
O filme começa
com Martin Mc Fly visitando a casa do professor, mas acaba não o encontrando.
Então vai ligar um super amplificador, só que acaba explodindo. Do nada o
telefone toca e, adivinha? É o professor mandando que fosse ao seu encontro no
shopping dois pinheiros às 1 e 15 da manhã.
Martin volta
para casa. Seu pai é um completo idiota, mora numa casinha, e é capacho de um
Beef, que o atormenta desde o ensino médio. Sua mãe acaba se apaixonando por
ele devido ao fato do avô de Martin tê-lo atropelado, e sua mãe, quando
adolescente, ficou cuidando dele, e se apaixonou devido a isso. Nem Martin
entende como que seu pai teve 3 filhos, sendo o idiota que é, e, além do mais,
alguém com medo de mostrar seu talento como escritor, por temer críticas, e
viver como alguém inferior devido ao fato de nunca ninguém ter acreditado nele.
Após isso,
Martin vai para o colégio, atrasado mais uma vez, e Jessica, sua namorada,
tenta o salvar do lembrete de atraso, mas serve para nada. Eles se encontram na
praça, marcam de se ver, escondido de sua mãe, que teme encontros, e ele
precisa do carro de seu pai para saírem.
Martin volta
para casa, já de noitinha, e encontra o caro todo quebrado sendo resgatado pelo
reboque. Adivinha? Beef andou no carro e o quebrou por completo. Já era o
desejo de Martin de sair com sua amada, e seu pai idiota fez nada e ainda iria
pagar o prejuízo.
Na realidade,
seu pai pode parecer um idiota, mas para alguém que nunca teve apoio em nada,
sempre foi saco de pancadas por ser fraco, magrelo, e que sempre foi zoado pelo
jeito "peculiar" de ser - adorar ficção científica -, pensar fora da
caixinha é complicado. A pessoa é limitada em sua potência de ser devido toda
pressão externa. Beef o faz de capacho, e ele nem reclama pois "é mais
fraco". E foi assim desde o médio. Ninguém nunca acreditou nele, e ele não
consegue ou não sabe acreditar em si mesmo.
Martin vai ao
encontro do professor, e acaba conhecendo a viagem no futuro. Simplesmente, o
professor fez um de lorean se transformar numa máquina do tempo, quando chega
aos 140 km/h devido um compressor de tempo (acho que é isso), que tem a forma
do símbolo da paz sem a circunferência kkkkk tipo isso. Porém, o que alimenta o
carro, plutônio, pertence a um grupo de líbios, que foi roubada pelo professor.
Os líbios, terroristas, encontram eles dois e atiram no professor. Martin Mc
Fly, desesperado, entra no carro, começa uma perseguição e, ao chegar em 140
km/h, o carro desintegra e ele surge em uma fazenda. Ou melhor, acaba parando
em um celeiro, onde uma espingarda o esperaria.
Complementando
a sequência de fugas, Mc Fly, que antes estava em 1985, se encontra em 1955,
com um fazendeiro doido o atirando de espingarda enquanto corre com seu de
lorean "espacial".
Algo
fundamental: Martin somente existe porquê seu avô atropelou seu pai. Bem... e
se, por destino, Martin acabasse salvando seu pai de um atropelamento e quem
desmaia for ele?
Exato! Martin
mudou toda a linha do tempo e, agora, precisa alterar tudo, pois pode
desaparecer a qualquer momento. Ele, então, encoraja George a chamar quem seria
sua futura esposa para o baile. O medo de George o toma, mas, devido um preparo
alá Rocky Balboa, na hora que mais precisa, George salva sua amada das mãos do
escroto Beef, e eles vivem felizes para sempre - e é claro, com o gran finale
de Martin tocando um blues ótimo e um Johnny Be Goode perfeito (que incentivou
o John Mayer a tocar guitarra, inclusive).
Ao retornar ao
futuro com um choque doido que o professor de 1955 conseguiu fazer na torre do
relógio da cidade, tudo havia mudado, sua família havia mudado. E, logo menos,
perceberia que deveria voltar ao futuro.
Obs: Steven
Spielberg foi produtor executivo de De Volta para o Futuro.
Embora ele não tenha dirigido ou escrito o filme, sua produtora, Amblin
Entertainment, foi fundamental para o projeto.



Comentários
Postar um comentário