VASCO
Quatorze anos sem comemorar um título nacional. 9 anos sem comemorar título estadual, e há 127 anos a torcida lota São Januário, o Maracanã, e acredita, acredita na virada, e clama pelos pulmões que a cruz de malta é seu batismo.
As lágrimas que descem hoje são as mesmas de quando em 1924 a torcida sentiu com o clube sendo rebaixado para a última série do Carioca: perdemos por um clube que fez ceta todo o jogo e enaltece as centenas de escândalos políticos e criminosos que o assola. Em 1924 lutamos contra o racismo, e, hoje, lutamos contra os anos de más gestões que nos enfraqueceu.
Ir para uma final é mostrar que a chama do Clube de Glórias Mil ainda está viva, prestes a ser acesa. Ano passado fomos para a semi, agora para a final: creio que logo gritaremos "é campeão".
Este texto é mais uma tentativa de desabafo ou de entender o momento. Minha energia adolescente não esquece o que aprendeu com a dor da derrota, mas ainda quero sentir o aabor da vitória, e sei que vai acontecer.
O Gigante da Colina logo vai acordar.

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